01.06.2017

#CRPrealiza: Formação capacita profissionais no enfrentamento ao abuso e exploração sexual


Aconteceu no dia 31 de maio, no Centro Universitário Sete de Setembro (UNI7), a atividade “A União Faz a Proteção”, realizada pelo CRP 11 em parceria com o Fórum Permanente de Organizações não Governamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Ceará (FÓRUM DCA) e com o Canal Futura, que tinha por finalidade a discussão qualificada com os (as) profissionais que atuam nos Centros de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), Conselhos Tutelares e Rede Aquarela sobre a temática da prevenção e enfrentamento ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

A atividade, que durou todo o dia, faz parte do projeto “Crescer sem Violência”, parceria do Canal Futura com a Childhood, Fundação Vale e UNICEF. É um projeto pensado para a formação de técnicos da área da proteção e da assistência e para educadores que trabalhem no enfrentamento das violências e das violações dos direitos das crianças e adolescentes. Neste curso, fala-se sobre a exploração sexual, abuso sexual e o fluxo de atendimento dentro da rede de proteção à criança e ao adolescente aqui no Ceará. Têm-se presentes várias organizações da sociedade civil, conselheiros tutelares, conselheiros de direito, psicólogos, educadores, atores sociais que trabalham diretamente no dia a dia com crianças que sofrem algum tipo de abuso ou violência sexual.

O projeto “Crescer sem Violência” traz duas séries do Canal Futura que são pensadas para abordar esse assunto. O material pode ser trabalhado diretamente com crianças e adolescentes – por ter uma linguagem lúdica e extremamente didática –, como também pode ser trabalhado com a equipe técnica. A primeira série se chama “Que exploração é essa?”, feita em 2009 e implementada em alguns estados do Brasil, uma parceria do Canal Futura com a Childhood; e a segunda série “Que abuso é esse?”, implementada em 2015 no Ceará, é também parceria do Canal Futura com a Childhood, juntamente com a Fundação Vale e com a UNICEF. Esse dia de formação traz as duas séries sugerindo novas propostas metodológicas, discutindo a sexualidade, os direitos e principalmente o fluxo de atendimento dentro da rede de proteção.

A facilitadora da formação Ana Amélia Melo, psicóloga e psicopedagoga, consultora de educação do Canal Futura, pontua sobre a importância do curso: “se não tivermos uma rede (formada por diversos profissionais tanto da saúde quanto da educação) que dialogue, que entenda seu papel, nós não teremos a atenção nem proporcionaremos o atendimento apropriado a essa criança vítima de abuso ou exploração sexual, tampouco à família e ao abusador, o qual precisa ser acompanhado e tratado. Nosso desejo é que essa discussão seja levada para os espaços em que esses profissionais atuam”. Assim, a psicóloga afirma que é dever dos profissionais desta rede promover esta conscientização e esclarecimento a outros setores da sociedade a fim de evitar que estes conhecimentos circulem apenas endogenamente. Durante o curso, fica clara a mensagem de que a militância no dia 18 de maio (Dia Nacional do Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual) deve seguir todos os dias do ano, não apenas nos equipamentos de saúde, mas nas escolas, nas casas, de uma forma ampla e geral.

Lúcia Angela, consultora do Programa CLAVES Brasil, participou da formação e acredita que o curso permite “trabalhar mais ainda o debate sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”. A representante do programa CLAVES acrescenta: “enquanto profissional, a discussão da temática me ajuda mais ainda no trabalho, uma vez que presto consultoria a educadores de diversos lugares do Ceará e do Brasil, capacitando-os para a prevenção e para uma melhor atuação”. Ademais, finaliza afirmando que cursos assim deveriam ser mais frequentes no estado, principalmente em Fortaleza, cujo índice de abuso e violência sexual infanto-juvenil é alto. Com uma formação adequada, Lúcia Angela acredita que o profissional está apto a atuar no acolhimento e acompanhamento das vítimas da violência sexual.

Para Edna Silveira, assistente social, que também participou do encontro, a formação é importante, pois vem a capacitar, dando ferramentas de como elucidar esses casos e como encaminhá-los, sendo também capaz de diferenciar os tipos de violência a que crianças e adolescentes são submetidos. “Para nós que trabalhamos com serviço social, é essencial disseminar esse conhecimento para as famílias, comunidades, escolas e para diversos outros espaços da sociedade”, conclui Edna.

O CRP 11 objetiva realizar outras atividades desta natureza em outros municípios, inclusive no interior do estado do Ceará para ampliar estes espaços de formação.

Para visualizar as séries, acesse o canal da Childhood, com todos os episódios completos: https://www.youtube.com/channel/UC7u43Mi6CS9vQ1vgeLI3u5w/videos